Centro de massa e momento linear

Sistemas de partículas, distribuições de massa, impulso, colisões e pêndulo balístico.

TLDR

Perguntar sobre esta página

ChatGPTClaudePerplexityGrokGeminiCopiar e abrirDeepSeekCopiar e abrir

Dois carrinhos, de 22 e 1 kg1\ \mathrm{kg}, colidem numa pista horizontal. O primeiro chega a 3 m/s3\ \mathrm{m/s} e o segundo está parado. Escolhemos os dois carrinhos como sistema: as forças de contacto são internas. Se o impulso externo horizontal for desprezável durante o choque, o momento total permite relacionar as velocidades antes e depois, sem conhecer a força de contacto instante a instante.

Centro de massa

O momento linear de uma partícula é p⃗=mv⃗\vec p=m\vec v. O momento total do sistema é a soma vetorial desses momentos. Para partículas de massas mim_i e posições r⃗i\vec r_i, com massa total M=∑imiM=\sum_i m_i, o centro de massa é a média ponderada pelas massas:

R⃗CM=∑imir⃗iM.\vec R_\mathrm{CM}=\frac{\sum_i m_i\vec r_i}{M}.

Duas massas, 2 kg2\ \mathrm{kg} em x=0x=0 e 3 kg3\ \mathrm{kg} em x=5 mx=5\ \mathrm m, têm XCM=15/5=3 mX_\mathrm{CM}=15/5=3\ \mathrm m. A massa maior puxa a média para a sua posição, por isso o centro fica mais perto dela. O centro de massa pode ficar fora do material, como no centro de um aro.

Num corpo contínuo, substituímos a soma por R⃗CM=M−1∫r⃗ dm\vec R_\mathrm{CM}=M^{-1}\int\vec r\,dm. A escolha de dmdm depende da distribuição. Numa haste, dm=λ(x) dxdm=\lambda(x)\,dx; numa placa, dm=σ dAdm=\sigma\,dA; num volume, dm=ρ dVdm=\rho\,dV. As densidades linear λ\lambda, superficial σ\sigma e volúmica ρ\rho medem massa por comprimento, área e volume, respetivamente. Em SI usam kg/m\mathrm{kg/m}, kg/m2\mathrm{kg/m^2} e kg/m3\mathrm{kg/m^3}.

Uma haste entre x=0x=0 e LL, com λ(x)=cx\lambda(x)=cx e c>0c>0 em kg/m2\mathrm{kg/m^2}, tem mais massa perto da extremidade direita. Corta um segmento fino entre xx e x+dxx+dx: a sua massa é dm=λ(x) dx=cx dxdm=\lambda(x)\,dx=cx\,dx. Calculamos primeiro M=∫0Lcx dx=cL2/2M=\int_0^L cx\,dx=cL^2/2. Depois,

XCM=∫0Lcx2 dxcL2/2=cL3/3cL2/2=2L3.X_\mathrm{CM}=\frac{\int_0^L cx^2\,dx}{cL^2/2} =\frac{cL^3/3}{cL^2/2}=\frac{2L}{3}.

Numa haste uniforme, o centro ficaria em L/2L/2; a densidade e a geometria são parte do enunciado, por isso não uses o centro geométrico em qualquer corpo.

Ver semiaro uniforme

Num semiaro uniforme de raio RR situado acima do eixo xx, a simetria dá XCM=0X_\mathrm{CM}=0. Parametrizando por 0≤θ≤π0\le\theta\le\pi, cada arco RdθRd\theta tem massa dm=(M/π) dθdm=(M/\pi)\,d\theta e altura y=Rsin⁡θy=R\sin\theta. Logo

YCM=1M∫0πRsin⁡θ Mπ dθ=Rπ∫0πsin⁡θ dθ=2Rπ.Y_\mathrm{CM}=\frac{1}{M}\int_0^\pi R\sin\theta\,\frac{M}{\pi}\,d\theta =\frac{R}{\pi}\int_0^\pi\sin\theta\,d\theta =\frac{2R}{\pi}.

Num semidisco, a distribuição de massa é diferente e este resultado não se aplica.

Uma placa composta trata-se por peças. Calcula o centro de massa de cada retângulo uniforme e combina os resultados como massas pontuais. Para uma placa com recorte, trata o buraco como massa negativa com a mesma densidade. Os três modos, soma de peças, subtração do recorte e integral direto, têm de dar o mesmo resultado.

CMrecorte012123y (m)x (m)
A linha tracejada separa as duas peças ou completa o retângulo antes de subtrair o recorte.

Na figura, o retângulo completo tem área 6 m26\ \mathrm{m^2} e centro (1,5;1)(1{,}5;1); o recorte tem área 2 m22\ \mathrm{m^2} e centro (2;1,5)(2;1{,}5). A placa restante tem área 4 m24\ \mathrm{m^2}. Como a densidade é uniforme,

XCM=6×1,5−2×26−2=1,25 m,YCM=6×1−2×1,56−2=0,75 m.X_\mathrm{CM}=\frac{6\times1{,}5-2\times2}{6-2}=1{,}25\ \mathrm m,\qquad Y_\mathrm{CM}=\frac{6\times1-2\times1{,}5}{6-2}=0{,}75\ \mathrm m.

O recorte retira massa sobretudo à direita e acima. Por isso, as duas coordenadas diminuem em relação ao centro do retângulo completo.

Movimento do centro de massa

Para um sistema material de massa constante,

P⃗=∑imiv⃗i=MV⃗CM,dP⃗dt=∑F⃗ext=MA⃗CM.\vec P=\sum_i m_i\vec v_i=M\vec V_\mathrm{CM},\qquad \frac{d\vec P}{dt}=\sum\vec F_\mathrm{ext}=M\vec A_\mathrm{CM}.

As forças internas cancelam-se pela terceira lei. O centro de massa move-se como um ponto de massa MM sujeito à resultante externa. Os corpos podem continuar a mover-se relativamente ao centro de massa, ou seja o movimento coletivo não conta a história toda.

Se uma pessoa de 60 kg60\ \mathrm{kg} andar 2 m2\ \mathrm m relativamente a um barco de 120 kg120\ \mathrm{kg} inicialmente em repouso, sem força horizontal externa, XCMX_\mathrm{CM} fica constante. Seja dd o deslocamento do barco relativamente à margem. A pessoa desloca-se d+2d+2. Assim, 120d+60(d+2)=0120d+60(d+2)=0, dando d=−2/3 md=-2/3\ \mathrm m. A pessoa avança 4/3 m4/3\ \mathrm m relativamente à margem. Distingue as duas referências, porque os 2 m2\ \mathrm m são medidos no barco.

A energia cinética pode separar-se em K=MVCM2/2+KrelK=MV_\mathrm{CM}^2/2+K_\mathrm{rel}. A primeira parte descreve o movimento coletivo; a segunda descreve o movimento relativamente ao centro de massa. Numa colisão dissipativa isolada, o movimento do centro de massa mantém-se enquanto KrelK_\mathrm{rel} diminui.

Impulso e conservação

O impulso é J⃗=∫titfF⃗ dt=Δp⃗\vec J=\int_{t_i}^{t_f}\vec F\,dt=\Delta\vec p, em N s=kg m/s\mathrm{N\,s}=\mathrm{kg\,m/s}. Para um sistema,

ΔP⃗=J⃗ext.\Delta\vec P=\vec J_\mathrm{ext}.

O momento total conserva-se quando o impulso externo é nulo. Num impacto breve, o impulso do peso pode ser desprezável face ao impulso de contacto, mesmo que o peso não seja zero. A conservação só vale nas direções onde essa aproximação é justificada, por isso verifica direção a direção.

Uma bola de 0,20 kg0{,}20\ \mathrm{kg} chega a uma parede com vx=10 m/sv_x=10\ \mathrm{m/s} e sai com vx=−8 m/sv_x=-8\ \mathrm{m/s}. O impulso da parede é 0,20(−8−10)=−3,6 N s0{,}20(-8-10)=-3{,}6\ \mathrm{N\,s}. Se durar 0,010 s0{,}010\ \mathrm s, a força média é −360 N-360\ \mathrm N. A diferença usa velocidades com sinal, não apenas a diferença das rapidezes.

Colisões em uma dimensão

Durante uma colisão isolada, m1v1+m2v2=m1u1+m2u2m_1v_1+m_2v_2=m_1u_1+m_2u_2. As velocidades antes são viv_i e depois são uiu_i, todas no mesmo eixo.

Numa colisão perfeitamente inelástica, os corpos ficam juntos:

u=m1v1+m2v2m1+m2.u=\frac{m_1v_1+m_2v_2}{m_1+m_2}.

Numa colisão elástica, conserva-se também a energia cinética. O momento sozinho não chega para duas velocidades finais desconhecidas. Combinando momento e energia para duas massas em uma dimensão, obtém-se a relação u2−u1=v1−v2u_2-u_1=v_1-v_2. A rapidez de separação iguala a de aproximação. Resolvendo as duas equações,

u1=m1−m2m1+m2v1+2m2m1+m2v2,u2=2m1m1+m2v1+m2−m1m1+m2v2.u_1=\frac{m_1-m_2}{m_1+m_2}v_1+\frac{2m_2}{m_1+m_2}v_2, \qquad u_2=\frac{2m_1}{m_1+m_2}v_1+\frac{m_2-m_1}{m_1+m_2}v_2.

Para perceber de onde vem a relação de velocidades, reescreve os balanços de momento e energia como

m1(v1−u1)=m2(u2−v2),m1(v12−u12)=m2(u22−v22).m_1(v_1-u_1)=m_2(u_2-v_2), \qquad m_1(v_1^2-u_1^2)=m_2(u_2^2-v_2^2).

Fatoriza a diferença de quadrados e divide pela primeira igualdade, quando houve troca de momento. Fica v1+u1=u2+v2v_1+u_1=u_2+v_2, equivalente à relação anterior. O ramo sem troca, ui=viu_i=v_i, satisfaz os balanços, mas não representa o choque entre corpos que se aproximam e depois se separam.

Considera m1=2 kgm_1=2\ \mathrm{kg} a v1=3 m/sv_1=3\ \mathrm{m/s} e m2=1 kgm_2=1\ \mathrm{kg} parado. O momento inicial é 6 kg m/s6\ \mathrm{kg\,m/s} e a energia cinética inicial 9 J9\ \mathrm J. Se ficarem juntos, u=2 m/su=2\ \mathrm{m/s} e Kf=6 JK_f=6\ \mathrm J. Os 3 J3\ \mathrm J restantes passam a outras formas de energia.

Se o choque for elástico, u1=1 m/su_1=1\ \mathrm{m/s} e u2=4 m/su_2=4\ \mathrm{m/s}. Verificamos 2×1+1×4=62\times1+1\times4=6 e 12×2×12+12×1×42=9\tfrac12\times2\times1^2+\tfrac12\times1\times4^2=9. Só massas iguais trocam simplesmente as velocidades, porque só aí os coeficientes ficam simétricos.

Compara os mesmos dados nos dois modelos: em ambos, o momento total permanece 6 kg m/s6\ \mathrm{kg\,m/s} e VCM=6/3=2 m/sV_\mathrm{CM}=6/3=2\ \mathrm{m/s}.

ChoqueVelocidades finaisKfK_fEnergia cinética perdida
Perfeitamente inelásticoambos a 2 m/s2\ \mathrm{m/s}6 J6\ \mathrm J3 J3\ \mathrm J
Elásticou1=1u_1=1, u2=4 m/su_2=4\ \mathrm{m/s}9 J9\ \mathrm J00

A conservação do momento não escolhe entre estes resultados. É a condição sobre o choque que fornece a segunda relação.

Colisões no plano

Escreve uma equação de momento para cada componente. Por exemplo, um corpo de 2 kg2\ \mathrm{kg} move-se com (3,0) m/s(3,0)\ \mathrm{m/s} e outro de 1 kg1\ \mathrm{kg} com (0,3) m/s(0,3)\ \mathrm{m/s}. Se ficarem juntos, u⃗=(6,3)/3=(2,1) m/s\vec u=(6,3)/3=(2,1)\ \mathrm{m/s}. A rapidez é 5 m/s\sqrt5\ \mathrm{m/s} e o ângulo com xx é arctan⁡(1/2)≈26,6∘\arctan(1/2)\approx26{,}6^\circ. A energia inicial é 13,5 J13{,}5\ \mathrm J e a final 7,5 J7{,}5\ \mathrm J, porque o choque inelástico dissipa parte da energia relativa.

Uma fragmentação usa a mesma ideia ao contrário. Um corpo parado que explode em dois fragmentos tem momento total nulo, por isso os fragmentos saem em sentidos opostos com m1u⃗1+m2u⃗2=0m_1\vec u_1+m_2\vec u_2=0. Conhecer uma velocidade final e as massas determina a outra. Com quatro fragmentos, trata cada direção em separado: no exame de 14 de junho de 2023, a vertical fixa a razão entre as duas velocidades verticais e a horizontal reparte a massa restante entre fragmentos de igual rapidez.

Pêndulo balístico

Fase 1, impacto: uma bala de massa mm fica presa num bloco de massa MM. Durante o impacto breve, conserva-se o momento horizontal: mv=(M+m)Vmv=(M+m)V. Não se conserva a energia cinética. Fase 2, subida: o conjunto sobe altura hh. Sem perdas, 12(M+m)V2=(M+m)gh\tfrac12(M+m)V^2=(M+m)gh. Misturar as fases, aplicando energia através do impacto, dá uma resposta errada.

Com m=0,010 kgm=0{,}010\ \mathrm{kg}, M=0,990 kgM=0{,}990\ \mathrm{kg} e h=0,050 mh=0{,}050\ \mathrm m, temos V=2gh≈0,990 m/sV=\sqrt{2gh}\approx0{,}990\ \mathrm{m/s} e v=(M+m)V/m≈99,0 m/sv=(M+m)V/m\approx99{,}0\ \mathrm{m/s}. A energia antes do impacto era 49,05 J49{,}05\ \mathrm J; logo depois é apenas 0,4905 J0{,}4905\ \mathrm J. A diferença entre esses valores é a energia dissipada no impacto inelástico.

Exercícios

Centro de massa não uniforme

Uma haste ocupa 0 ≤ x ≤ 3 m e tem densidade linear λ(x) = cx, com c positivo. Qual a coordenada do centro de massa, em metros?

Pista

Calcula a massa total antes do primeiro momento, porque a densidade varia com x.

Mais uma pista

M = cL²/2 e integral de x dm = cL³/3.

Solução

X_CM = (cL³/3)/(cL²/2) = 2L/3 = 2 m. Fica mais perto da extremidade onde há mais massa.

Erros frequentes

Usar o ponto médio de uma haste que não é uniforme.

Voltar à explicação
Impulso com ressalto

Uma bola de 0,50 kg move-se em x com +6 m/s e, depois de bater numa parede, sai com −4 m/s. Qual a componente x do impulso da parede, em N·s?

Pista

Impulso é a diferença de momentos com sinal, ou seja atende ao sentido.

Mais uma pista

J_x = m(v_f − v_i) = 0,50(−4 − 6).

Solução

J_x = −5 N·s. O sinal indica impulso contrário ao eixo x positivo.

Erros frequentes

Subtrair apenas as rapidezes, ignorando a inversão do sentido.

Voltar à explicação
Choque perfeitamente inelástico

Um corpo de 2 kg a +4 m/s colide com outro de 3 kg parado e ficam juntos. Sem impulso externo, qual a velocidade final, em m/s?

Pista

Há uma única velocidade final para os dois corpos.

Mais uma pista

Momento inicial = 2 × 4. Massa final = 2 + 3.

Solução

u = 8/5 = 1,6 m/s. A energia cinética passa de 16 J para 6,4 J; 9,6 J deixam de ser energia cinética.

Erros frequentes

Impor conservação da energia cinética num choque em que os corpos ficam juntos.

Voltar à explicação
Resolver um choque com sentidos opostos
Um corpo de 1 kg a +3 m/s colide elasticamente, em uma dimensão, com outro de 3 kg a −1 m/s. O impulso externo é desprezável. Determina as duas velocidades finais e verifica as conservações.

Pista
Escreve uma equação para o momento e outra para a velocidade relativa.
Mais uma pista
O momento é nulo, logo u₁ + 3u₂ = 0. A separação satisfaz u₂ − u₁ = 3 − (−1) = 4 m/s.
Solução
Substituindo u₁ = −3u₂, temos 4u₂ = 4, logo u₂ = +1 m/s e u₁ = −3 m/s. O momento final é −3 + 3 × 1 = 0 kg·m/s. A energia final é (1 × 9 + 3 × 1)/2 = 6 J, igual à inicial.

Confere a tua resposta:

  • Uso velocidades com sinal no mesmo eixo.
  • Obtenho u₁ = −3 m/s e u₂ = +1 m/s.
  • Verifico momento total nulo e energia cinética de 6 J antes e depois.

Erros frequentes

Trocar velocidades como se as massas fossem iguais, perder o sinal da segunda velocidade ou conservar apenas energia sem momento.
Voltar à explicação
Distinguir o deslocamento relativo
Uma pessoa de 60 kg percorre 3 m relativamente a um barco de 180 kg, ambos inicialmente em repouso. Despreza forças horizontais externas. O eixo positivo tem o sentido da marcha da pessoa. Qual o deslocamento do barco relativamente à margem?

Pista
O centro de massa mantém a posição, mas os 3 m são medidos no barco.
Mais uma pista
Se o barco se deslocar d, a pessoa desloca-se d + 3 em relação à margem. Usa 180d + 60(d + 3) = 0.
Solução
240d = −180, portanto d = −0,75 m. A pessoa desloca-se 2,25 m em relação à margem. O barco recua para manter o centro de massa fixo.

Erros frequentes

Atribuir à pessoa 3 m em relação à margem e obter −1 m para o barco.
Voltar à explicação
Centro de massa de uma placa em L

Uma placa fina de densidade superficial uniforme ocupa o retângulo 0≤x≤30\le x\le3, 0≤y≤20\le y\le2, em metros, exceto o recorte 1<x≤31<x\le3, 1<y≤21<y\le2.

Calcula as duas coordenadas do centro de massa de duas formas: soma de dois retângulos sem sobreposição e retângulo completo menos o recorte. Usa a origem no canto inferior esquerdo.

Pista
A densidade é comum a todas as peças. Pondera os centros pelas áreas e evita contar duas vezes a zona comum.
Solução

Podemos separar a faixa inferior, de área 3 m23\ \mathrm{m^2} e centro (1,5;0,5)(1{,}5;0{,}5), da peça superior esquerda, de área 1 m21\ \mathrm{m^2} e centro (0,5;1,5)(0{,}5;1{,}5). A densidade comum cancela na média:

XCM=3×1,5+0,54,YCM=3×0,5+1,54.\begin{aligned} X_\mathrm{CM}&=\frac{3\times1{,}5+0{,}5}{4},\\ Y_\mathrm{CM}&=\frac{3\times0{,}5+1{,}5}{4}. \end{aligned}

Obtemos XCM=1,25 mX_\mathrm{CM}=1{,}25\ \mathrm m e YCM=0,75 mY_\mathrm{CM}=0{,}75\ \mathrm m.

O retângulo completo tem área 6 e centro (1,5;1)(1{,}5;1). O recorte tem área 2 e centro (2;1,5)(2;1{,}5). Subtraindo os primeiros momentos,

XCM=6×1,5−2×26−2,YCM=6×1−2×1,56−2.\begin{aligned} X_\mathrm{CM}&=\frac{6\times1{,}5-2\times2}{6-2},\\ Y_\mathrm{CM}&=\frac{6\times1-2\times1{,}5}{6-2}. \end{aligned}

O resultado é o mesmo, em metros. A área retirada entra com sinal negativo no numerador e no denominador.

Confere a tua resposta:

  • Uso área total de 4 m² e ponderação pela área.
  • Obtenho CM = (1,25; 0,75) m.
  • Confirmo por subtração do recorte com a mesma origem.
Voltar à explicação
Velocidade antes do impacto

Uma bala de 0,010 kg0{,}010\ \mathrm{kg} fica presa num bloco suspenso de 0,990 kg0{,}990\ \mathrm{kg}. O conjunto sobe 0,050 m0{,}050\ \mathrm m depois do impacto. O impulso externo horizontal durante o impacto é desprezável e não há perdas na subida. Usa g=10 m/s2g=10\ \mathrm{m/s^2}. Calcula a rapidez da bala antes do impacto.

Pista
Começa pela subida para obter a velocidade imediatamente após o impacto.
Solução

Na subida conserva-se a energia mecânica: (M+m)V2/2=(M+m)gh(M+m)V^2/2=(M+m)gh. Portanto, V=2×10×0,050=1 m/sV=\sqrt{2\times10\times0{,}050}=1\ \mathrm{m/s} logo após o impacto.

No impacto conserva-se o momento horizontal: mv=(M+m)Vmv=(M+m)V. Logo, v=1×1/0,010=100 m/sv=1\times1/0{,}010=100\ \mathrm{m/s}. A energia cinética passa de 50 J50\ \mathrm J antes do impacto para 0,50 J0{,}50\ \mathrm J depois. A perda ocorre no impacto, antes da subida; não podemos conservar energia mecânica através de ambas as fases.

Voltar à explicação
Reconstituir quatro fragmentos

Um corpo de 12 kg12\ \mathrm{kg}, inicialmente parado, fragmenta-se durante um intervalo em que o impulso externo é desprezável. Um fragmento de 4 kg4\ \mathrm{kg} sai verticalmente para cima a 4 m/s4\ \mathrm{m/s} e outro de 2 kg2\ \mathrm{kg} sai verticalmente para baixo. Os restantes saem horizontalmente, em sentidos opostos, ambos a 3 m/s3\ \mathrm{m/s}.

Determina a velocidade do fragmento de 2 kg2\ \mathrm{kg} e as massas dos dois fragmentos horizontais. A energia cinética final tem de ser nula, por o corpo começar parado?

Pista
Há duas equações independentes de momento e uma de massa total.
Solução

Com vertical positiva para cima, 4×4−2v=04\times4-2v=0, logo v=8 m/sv=8\ \mathrm{m/s} para baixo. Na horizontal, 3mD−3mE=03m_D-3m_E=0, portanto mD=mEm_D=m_E. A massa restante é 12−4−2=6 kg12-4-2=6\ \mathrm{kg}: cada um tem 3 kg3\ \mathrm{kg}.

O momento total final é nulo, mas a energia cinética não. É (4×42+2×82+6×32)/2=123 J(4\times4^2+2\times8^2+6\times3^2)/2=123\ \mathrm J. Uma libertação de energia interna pode aumentar a energia cinética sem alterar o momento total. Impulso externo desprezável não implica energia cinética conservada.

Confere a tua resposta:

  • Obtenho 8 m/s para o fragmento de 2 kg.
  • Uso o momento horizontal para concluir que os restantes têm massas iguais de 3 kg.
  • Distingo conservação do momento de conservação da energia cinética.
Voltar à explicação
Uma força muda apenas uma componente

Uma partícula de 2 kg2\ \mathrm{kg} tem velocidade inicial (0,4) m/s(0,4)\ \mathrm{m/s}. Durante 3 s3\ \mathrm s, a única força resultante é constante e vale (2,0) N(2,0)\ \mathrm N. Determina o impulso, a velocidade final, a rapidez final e a variação da energia cinética.

Pista
Soma o impulso ao momento inicial componente a componente, antes de calcular módulos.
Solução

O impulso é J⃗=F⃗Δt=(6,0) N s\vec J=\vec F\Delta t=(6,0)\ \mathrm{N\,s}. O momento inicial é (0,8) kg m/s(0,8)\ \mathrm{kg\,m/s}, logo o final é (6,8) kg m/s(6,8)\ \mathrm{kg\,m/s}. Dividindo pela massa, v⃗f=(3,4) m/s\vec v_f=(3,4)\ \mathrm{m/s} e ∣v⃗f∣=5 m/s|\vec v_f|=5\ \mathrm{m/s}.

A energia passa de 2×42/2=16 J2\times4^2/2=16\ \mathrm J para 2×52/2=25 J2\times5^2/2=25\ \mathrm J. A variação é 9 J9\ \mathrm J. Embora a força seja perpendicular à velocidade inicial, deixa de o ser quando surge a componente horizontal. Faz trabalho: o deslocamento horizontal é 12(2/2)32=4,5 m\tfrac12(2/2)3^2=4{,}5\ \mathrm m e W=2×4,5=9 JW=2\times4{,}5=9\ \mathrm J.

Confere a tua resposta:

  • Obtenho o impulso (6, 0) N·s.
  • Obtenho momento final (6, 8) kg·m/s e velocidade (3, 4) m/s.
  • Calculo rapidez de 5 m/s e aumento de energia cinética de 9 J.
Voltar à explicação

À tua maneira

Aparência

Modo de cor
Tema
Cor de destaque

Leitura

Fonte de leitura

Álgebra, lógica e uma ideia de cada vez.

Código

Fonte do código

Navegação

Cursor de leitura, sem edição. h, j, k, l movem; / pesquisa nesta página. v seleciona caracteres; V seleciona linhas; y copia. Tab permite destacar ou comentar. Espaço ou Enter abre blocos recolhíveis. Nos cartões, h, j, k, l mudam o foco.

CSS personalizado

Ativa uma sugestão ou guarda o teu CSS. Só muda este navegador.

Usa --page, --text e --accent para acompanhar o tema.

Seletores e recuperação

.site-header, .prose, .course-card, [data-reading-history], [data-playground] e .page-actions.

Abre a aparência com a tecla vírgula ou no rodapé. Se o CSS esconder os controlos, abre esta página sem CSS personalizado.

Pesquisar

Escreve para pesquisar em todo o site.

para escolher · Enter para abrir · Esc para fechar

Copiar fórmula

A cópia automática não está disponível. Copia o LaTeX abaixo.

Pesquisar nesta página

Enter procura · n / N repetem · Esc cancela. Ctrl / Cmd K pesquisa todo o site.

Atalhos de teclado

Clica numa tecla para a mudar. Esc cancela. Backspace desativa.

PesquisarCtrl / Cmd K

Os atalhos não interferem enquanto escreves. Tab e Enter funcionam sempre.