Oscilações

Movimento harmónico, fase, pêndulo, amortecimento e resposta forçada.

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Uma massa de 0,25 kg0{,}25\ \mathrm{kg} presa a uma mola de 100 N/m100\ \mathrm{N/m} começa 3 cm3\ \mathrm{cm} à direita do equilíbrio e move-se para a direita a 0,80 m/s0{,}80\ \mathrm{m/s}. Ainda se afasta antes de regressar. A posição inicial não é a amplitude, pois precisamos também da velocidade para localizar o início do ciclo; estes dados determinam movimento, fase e energia antes de acrescentarmos amortecimento.

Movimento harmónico simples

Uma massa mm ligada a uma mola ideal de constante kk, sem atrito, satisfaz

mx¨=−kx,ω0=k/m.m\ddot x=-kx,\qquad \omega_0=\sqrt{k/m}.

Medimos xx desde o equilíbrio. Os pontos em x˙\dot x e x¨\ddot x indicam a primeira e a segunda derivadas no tempo, ou seja velocidade e aceleração. A solução é x(t)=Acos⁡(ω0t+ϕ)x(t)=A\cos(\omega_0t+\phi), com A≥0A\ge0, e

v=−Aω0sin⁡(ω0t+ϕ),a=−ω02x,T=2πω0,f=1T.v=-A\omega_0\sin(\omega_0t+\phi),\qquad a=-\omega_0^2x, \qquad T=\frac{2\pi}{\omega_0},\qquad f=\frac1T.

A frequência ff mede-se em hertz; ω0\omega_0 é uma frequência angular em rad/s\mathrm{rad/s}. Confundi-las introduz um fator 2π2\pi, por isso verifica sempre as unidades pedidas.

Nas extremidades x=±Ax=\pm A, a velocidade é zero e o módulo da aceleração é máximo. No equilíbrio, a velocidade tem módulo máximo e a aceleração é zero. O corpo atravessa o equilíbrio porque aí a velocidade é máxima: a inércia leva-o para o outro lado, onde a mola volta a travá-lo.

A força de retorno opõe-se sempre ao afastamento do equilíbrio, mas nem sempre à velocidade: acelera o corpo quando ele regressa ao equilíbrio. Verifica a solução por substituição: se x=Acos⁡(ω0t+ϕ)x=A\cos(\omega_0t+\phi), então x¨=−ω02x\ddot x=-\omega_0^2x, que é a equação do movimento.

Condições iniciais e fase

Uma forma que evita escolher a fase primeiro é

x(t)=x0cos⁡ω0t+v0ω0sin⁡ω0t.x(t)=x_0\cos\omega_0t+\frac{v_0}{\omega_0}\sin\omega_0t.

Assim, A=x02+(v0/ω0)2A=\sqrt{x_0^2+(v_0/\omega_0)^2}, com x0=Acos⁡ϕx_0=A\cos\phi e v0=−Aω0sin⁡ϕv_0=-A\omega_0\sin\phi. Usa os dois sinais para escolher o quadrante de ϕ\phi, porque um só não chega.

Para m=0,25 kgm=0{,}25\ \mathrm{kg}, k=100 N/mk=100\ \mathrm{N/m}, x0=0,030 mx_0=0{,}030\ \mathrm m e v0=0,80 m/sv_0=0{,}80\ \mathrm{m/s}, ω0=20 rad/s\omega_0=20\ \mathrm{rad/s}. Temos A=0,0302+0,0402=0,050 mA=\sqrt{0{,}030^2+0{,}040^2}=0{,}050\ \mathrm m. Então cos⁡ϕ=0,6\cos\phi=0{,}6 e sin⁡ϕ=−0,8\sin\phi=-0{,}8. Escolhemos o quarto quadrante, por exemplo ϕ≈−0,927 rad\phi\approx-0{,}927\ \mathrm{rad}. A posição começa positiva e a aumentar, por isso a fase deve ter cosseno positivo e seno negativo. O período é 0,314 s0{,}314\ \mathrm s.

Energia

No oscilador ideal,

E=12mv2+12kx2=12kA2.E=\tfrac12mv^2+\tfrac12kx^2=\tfrac12kA^2.

No exemplo, E=0,125 JE=0{,}125\ \mathrm J. Inicialmente, K=0,080 JK=0{,}080\ \mathrm J e U=0,045 JU=0{,}045\ \mathrm J, que somam esse valor. A rapidez num ponto é ∣v∣=ω0A2−x2|v|=\omega_0\sqrt{A^2-x^2}, mas o sinal depende de o corpo ir ou regressar, por isso decide o sentido pelo movimento.

Numa mola vertical, escreve primeiro a equação desde o comprimento natural: my¨=−ky−mgm\ddot y=-ky-mg. O equilíbrio novo está em ye=−mg/ky_e=-mg/k. Com x=y−yex=y-y_e, a equação fica mx¨=−kxm\ddot x=-kx. O peso muda a posição de equilíbrio, mas não a frequência neste modelo linear.

Pêndulo simples

Para um ponto material suspenso por um fio ideal de comprimento ℓ\ell, a componente tangencial da segunda lei dá a equação. O peso projeta-se na tangente como −mgsin⁡θ-mg\sin\theta e a tensão é radial, por isso não entra na equação tangencial:

θ¨+gℓsin⁡θ=0.\ddot\theta+\frac g\ell\sin\theta=0.

Com pequenos ângulos em radianos, sin⁡θ≈θ\sin\theta\approx\theta e ω0=g/ℓ\omega_0=\sqrt{g/\ell}, dando T≈2πℓ/gT\approx2\pi\sqrt{\ell/g}. Para ℓ=1 m\ell=1\ \mathrm m, T≈2,006 sT\approx2{,}006\ \mathrm s. A massa não entra na expressão, porque cancela entre força e inércia. Para amplitudes grandes, o período aumenta e a aproximação deixa de ser suficiente. A primeira correção relativa é aproximadamente θmax2/16\theta_{\mathrm{max}}^2/16, com o ângulo em radianos.

Um corpo extenso suspenso é um pêndulo físico. Não substituas o seu tamanho pelo comprimento de um fio sem analisar o centro de massa e a inércia.

Oscilador amortecido

Para m>0m>0 e k>0k>0, uma resistência linear Fd=−bvF_d=-bv, com b≥0b\ge0 em kg/s\mathrm{kg/s}, dá

mx¨+bx˙+kx=0.m\ddot x+b\dot x+kx=0.

Definimos γ=b/(2m)\gamma=b/(2m) e ω0=k/m\omega_0=\sqrt{k/m}. A comparação determina o regime:

RegimeCondiçãoComportamento
Subamortecido0<γ<ω00<\gamma<\omega_0Oscila com amplitude decrescente
Críticoγ=ω0\gamma=\omega_0Raiz dupla, sem oscilação periódica
Sobreamortecidoγ>ω0\gamma>\omega_0Soma de duas exponenciais reais

Para condições iniciais de repouso fora do equilíbrio, o crítico regressa mais depressa sem oscilar do que os sobreamortecidos. Para outras condições iniciais, um movimento não oscilatório ainda pode atravessar o equilíbrio uma vez; não definas o regime apenas por nunca mudar de sinal.

No caso subamortecido, estudado na análise experimental, a solução oscila e a envolvente exponencial reduz os picos:

x=Ae−γtcos⁡(ωdt+ϕ),ωd=ω02−γ2.x=Ae^{-\gamma t}\cos(\omega_dt+\phi),\qquad \omega_d=\sqrt{\omega_0^2-\gamma^2}.

No crítico, x=(C1+C2t)e−γtx=(C_1+C_2t)e^{-\gamma t}. No sobreamortecido, as taxas são r±=−γ±γ2−ω02r_\pm=-\gamma\pm\sqrt{\gamma^2-\omega_0^2} e x=C1er+t+C2er−tx=C_1e^{r_+t}+C_2e^{r_-t}. As constantes vêm de posição e velocidade iniciais.

O gráfico usa a solução analítica de m=0,25 kgm=0{,}25\ \mathrm{kg}, k=100 N/mk=100\ \mathrm{N/m}, x0=0,05 mx_0=0{,}05\ \mathrm m e v0=0v_0=0, com valor crítico bc=2mk=10 kg/sb_c=2\sqrt{mk}=10\ \mathrm{kg/s}. Compara b=0b=0, b=1b=1, b=10b=10 e b=20 kg/sb=20\ \mathrm{kg/s}. Abaixo do valor crítico há oscilação, embora um período muito longo possa não caber no segundo mostrado. No crítico e no sobreamortecido não há oscilação periódica. Para estas condições iniciais, compara também a rapidez do regresso ao equilíbrio.

b = 1 kg/s. Subamortecido. Período = 0,32 s. x(1 s) = 0,4 cm.+50−5x (cm)0t (s)1

A curva mostra um segundo de movimento. A posição inicial é 5 cm e a velocidade inicial é zero.

Condições iniciais com amortecimento

No regime subamortecido, escrever a solução como seno e cosseno torna as constantes diretas:

x(t)=e−γt(Ccos⁡ωdt+Dsin⁡ωdt).x(t)=e^{-\gamma t}\bigl(C\cos\omega_dt+D\sin\omega_dt\bigr).

Em t=0t=0, x0=Cx_0=C. Ao derivar, também derivamos a exponencial: v0=−γC+ωdDv_0=-\gamma C+\omega_dD. Portanto,

C=x0,D=v0+γx0ωd.C=x_0,\qquad D=\frac{v_0+\gamma x_0}{\omega_d}.

Não uses D=v0/ωdD=v_0/\omega_d, que só vale sem amortecimento. Na forma Ae−γtcos⁡(ωdt+ϕ)Ae^{-\gamma t}\cos(\omega_dt+\phi), temos A=C2+D2A=\sqrt{C^2+D^2}, cos⁡ϕ=C/A\cos\phi=C/A e sin⁡ϕ=−D/A\sin\phi=-D/A, quando A>0A>0. O coeficiente AA da envolvente não é necessariamente a posição inicial nem um pico efetivamente atingido.

Com γ=6 s−1\gamma=6\ \mathrm{s^{-1}}, ω0=10 rad/s\omega_0=10\ \mathrm{rad/s}, x0=0,040 mx_0=0{,}040\ \mathrm m e v0=0v_0=0, obtemos ωd=8 rad/s\omega_d=8\ \mathrm{rad/s}, C=0,040 mC=0{,}040\ \mathrm m e D=0,030 mD=0{,}030\ \mathrm m. A envolvente começa em A=0,050 mA=0{,}050\ \mathrm m, mas o corpo começa em 0,040 m0{,}040\ \mathrm m, parado. A aceleração inicial é −ω02x0=−4 m/s2-\omega_0^2x_0=-4\ \mathrm{m/s^2} e fá-lo regressar ao equilíbrio.

Decaimento e fator de qualidade

A envolvente da amplitude é A(t)=A0e−γtA(t)=A_0e^{-\gamma t}. O tempo para a amplitude cair para metade é t1/2=ln⁡2/γt_{1/2}=\ln2/\gamma. A energia satisfaz exatamente dE/dt=−bv2≤0dE/dt=-bv^2\le0. Para amortecimento fraco, a energia média por ciclo decai aproximadamente como e−2γte^{-2\gamma t}, duas vezes mais depressa no expoente do que a amplitude.

Outra notação usa τ=m/b=1/(2γ)\tau=m/b=1/(2\gamma) e Q=ω0τ=ω0/(2γ)Q=\omega_0\tau=\omega_0/(2\gamma). Nesta convenção, a amplitude decai como e−t/(2τ)e^{-t/(2\tau)}. Verifica se um tempo indicado num ajuste pertence à amplitude ou à energia, porque a constante da energia é metade.

Com os valores anteriores e b=1 kg/sb=1\ \mathrm{kg/s}, γ=2 s−1\gamma=2\ \mathrm{s^{-1}}, ωd=396≈19,90 rad/s\omega_d=\sqrt{396}\approx19{,}90\ \mathrm{rad/s}, τ=0,25 s\tau=0{,}25\ \mathrm s, Q=5Q=5 e t1/2≈0,347 st_{1/2}\approx0{,}347\ \mathrm s.

Para picos do mesmo sinal separados por um período amortecido Td=2π/ωdT_d=2\pi/\omega_d, a razão dos picos é An/An+1=eγTdA_n/A_{n+1}=e^{\gamma T_d}. Aplicando o logaritmo, o decremento logarítmico é δ=ln⁡(An/An+1)=γTd\delta=\ln(A_n/A_{n+1})=\gamma T_d. A análise experimental usa esta relação para estimar b/mb/m.

Oscilador forçado e ressonância

Acrescentando F0cos⁡ΩtF_0\cos\Omega t, com F0F_0 constante ao variar a frequência, a solução geral soma duas partes. O transitório é a solução da equação homogénea e depende das condições iniciais. Para b>0b>0, o transitório decai. A resposta permanente fica e oscila à frequência imposta Ω\Omega, não à frequência livre ωd\omega_d:

xperm=A(Ω)cos⁡(Ωt−δf),A(Ω)=F0/m(ω02−Ω2)2+(2γΩ)2.x_\mathrm{perm}=A(\Omega)\cos(\Omega t-\delta_f), \qquad A(\Omega)=\frac{F_0/m}{\sqrt{(\omega_0^2-\Omega^2)^2+(2\gamma\Omega)^2}}.

A fase satisfaz δf=atan2⁡(2γΩ,ω02−Ω2)\delta_f=\operatorname{atan2}(2\gamma\Omega,\omega_0^2-\Omega^2), que escolhe o quadrante a partir dos sinais do numerador e do denominador. Em baixa frequência, a resposta aproxima-se de F0/kF_0/k e acompanha a força. Em Ω=ω0\Omega=\omega_0, atrasa-se π/2\pi/2 e A=F0/(bω0)A=F_0/(b\omega_0). Em frequência muito alta, a amplitude diminui e o atraso aproxima-se de π\pi.

Para F0F_0 constante ao variar a frequência, o máximo da amplitude ocorre em Ωres=ω02−2γ2\Omega_\mathrm{res}=\sqrt{\omega_0^2-2\gamma^2}, se γ<ω0/2\gamma<\omega_0/\sqrt2. Não é exatamente a frequência natural quando existe amortecimento. Acima desse limiar não há pico de amplitude a frequência positiva. No limite sem amortecimento e com força na frequência natural, não há amplitude permanente finita: a resposta cresce com o tempo.

Ver resposta normalizada

Para comparar dois amortecimentos, dividimos a frequência por ω0\omega_0 e a amplitude pelo deslocamento estático F0/kF_0/k. Com r=Ω/ω0r=\Omega/\omega_0, a resposta fica

AF0/k=1(1−r2)2+4(γ/ω0)2r2.\frac{A}{F_0/k}=\frac{1}{\sqrt{(1-r^2)^2+4(\gamma/\omega_0)^2r^2}}.

Mais amortecimento baixa e alarga o pico e afasta-o de ω0\omega_0 para frequências menores.

Para F0=1 NF_0=1\ \mathrm N, m=0,25 kgm=0{,}25\ \mathrm{kg}, k=100 N/mk=100\ \mathrm{N/m} e b=1 kg/sb=1\ \mathrm{kg/s}, em Ω=20 rad/s\Omega=20\ \mathrm{rad/s} a amplitude é 0,050 m0{,}050\ \mathrm m. O pico fica em 392≈19,80 rad/s\sqrt{392}\approx19{,}80\ \mathrm{rad/s} e tem amplitude aproximada 0,0503 m0{,}0503\ \mathrm m.

A seleção é estreita quando o amortecimento é fraco. Três pêndulos simples com ℓ1=15/π2\ell_1=15/\pi^2, ℓ2=10/π2\ell_2=10/\pi^2 e ℓ3=5/π2\ell_3=5/\pi^2 metros têm frequências próprias de cerca de 0,410{,}41, 0,500{,}50 e 0,71 Hz0{,}71\ \mathrm{Hz} (com g=10 m/s2g=10\ \mathrm{m/s^2}). Uma força externa a 0,50 Hz0{,}50\ \mathrm{Hz} põe quase só o segundo a oscilar com amplitude grande. É a versão com pêndulos de uma questão do exame de recurso de 26 de junho de 2023.

As três frequências angulares, em rad/s\mathrm{rad/s}, respondem a perguntas diferentes:

GrandezaPerguntaRelação
ω0\omega_0Oscilação sem amortecimento nem força periódicak/m\sqrt{k/m}
ωd\omega_dOscilação livre com amortecimento linear subcríticoω02−γ2\sqrt{\omega_0^2-\gamma^2}
Ωres\Omega_\mathrm{res}Máximo da amplitude permanente com F0F_0 constanteω02−2γ2\sqrt{\omega_0^2-2\gamma^2}

Para 0<γ<ω0/20<\gamma<\omega_0/\sqrt2, as três existem e Ωres<ωd<ω0\Omega_\mathrm{res}<\omega_d<\omega_0. Um oscilador pode ser subamortecido e não ter um pico de amplitude a frequência positiva: o limiar de ressonância é mais restrito.

Exercícios

Determinar a amplitude

Um oscilador harmónico simples ideal tem ω_0 = 10 rad/s, x_0 = 0,03 m e v_0 = 0,40 m/s. Qual a amplitude, em metros?

Pista

A posição inicial não é necessariamente a amplitude.

Mais uma pista

A² = x_0² + (v_0/ω_0)².

Solução

De x_0 = A cos φ e v_0 = −Aω_0 sin φ obtém-se A² = x_0² + (v_0/ω_0)². Então A = √(0,03² + 0,04²) = 0,05 m. A energia inicial contém uma parte cinética e outra potencial.

Erros frequentes

Tomar A = x_0 sem verificar se a velocidade inicial é zero.

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Tempo de meia amplitude

A envolvente é A(t) = A_0 exp(−t), com t em segundos. Quanto tempo demora a amplitude a cair para metade?

Pista

Divide a equação por A_0 antes de aplicar logaritmo.

Solução

t = ln 2 ≈ 0,693 s. No regime de amortecimento fraco, a energia média decai aproximadamente com o dobro do expoente da amplitude, por isso o tempo de meia energia é cerca de metade, ou seja 0,347 s.

Erros frequentes

Confundir a metade da amplitude com a metade da energia.

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Três frequências do mesmo oscilador

Um oscilador tem ω0=10 rad/s\omega_0=10\ \mathrm{rad/s} e γ=2 s−1\gamma=2\ \mathrm{s^{-1}}. É excitado por uma força de amplitude constante ao variar a frequência.

  1. Determina a frequência da oscilação livre amortecida.
  2. Determina a frequência do pico da amplitude da resposta permanente.
  3. Ordena estas duas frequências e a frequência natural. Indica a condição para existir um pico a frequência positiva.

Pista
Uma frequência vem da solução homogénea; a outra maximiza a amplitude da resposta forçada.
Solução

Na oscilação livre, ωd=ω02−γ2=96≈9,80 rad/s\omega_d=\sqrt{\omega_0^2-\gamma^2}=\sqrt{96}\approx9{,}80\ \mathrm{rad/s}.

Na resposta forçada, Ωres=ω02−2γ2=92≈9,59 rad/s\Omega_\mathrm{res}=\sqrt{\omega_0^2-2\gamma^2}=\sqrt{92}\approx9{,}59\ \mathrm{rad/s}. Logo, Ωres<ωd<ω0\Omega_\mathrm{res}<\omega_d<\omega_0. A frequência livre descreve o movimento sem força periódica; o pico seleciona a maior amplitude entre respostas permanentes com frequências impostas diferentes.

Para amortecimento positivo, o pico a frequência positiva exige 0<γ<ω0/20<\gamma<\omega_0/\sqrt2. Aqui 2<10/22<10/\sqrt2, portanto existe. Não basta ser subamortecido para garantir esse pico.

Confere a tua resposta:

  • Obtenho frequência livre amortecida de √96 rad/s.
  • Obtenho pico de amplitude de √92 rad/s.
  • Distingo ambas da frequência natural de 10 rad/s e indico o limiar de existência do pico.
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Escolher o quadrante da fase
Num movimento harmónico simples ideal, ω₀ = 5 rad/s, x(0) = 0 e v(0) = −0,60 m/s. Escreve x(t) = A cos(ω₀t + φ), com A positivo, e justifica a fase.

Pista
A origem é uma passagem pelo equilíbrio, não uma extremidade da oscilação.
Mais uma pista
x(0) = A cos φ = 0 e v(0) = −Aω₀ sin φ < 0. Por isso cos φ = 0 e sin φ = 1.
Solução
A = |v₀|/ω₀ = 0,60/5 = 0,12 m. Podemos escrever x(t) = 0,12 cos(5t + π/2), com t em segundos e x em metros. Em t = 0, x = 0 e v = −0,12 × 5 = −0,60 m/s.

Confere a tua resposta:

  • Obtenho A = 0,12 m a partir da velocidade inicial.
  • Escolho φ = π/2, ou um valor equivalente módulo 2π.
  • Substituo em x(0) e v(0) para confirmar posição nula e velocidade negativa.

Erros frequentes

Escolher −π/2, que daria velocidade inicial positiva, ou tomar a amplitude como zero por o corpo começar no equilíbrio.
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Escolher o pêndulo que ressoa
Três pêndulos simples partilham o suporte e têm comprimentos 15/π², 10/π² e 5/π² metros. O suporte oscila horizontalmente a 0,50 Hz. Usa g = 10 m/s². Qual oscila com amplitude muito superior? Modela a questão 1 do exame de recurso de 26 de junho de 2023.
A tua resposta

Pista
Calcula a frequência própria de cada pêndulo e compara com a excitação.
Solução
Com f₀ = √(10/ℓ)/2π, obtém-se cerca de 0,41, 0,50 e 0,71 Hz. Só o segundo coincide com a excitação de 0,50 Hz, por isso é o único que ressoa; os outros ficam praticamente parados.
  • O de ℓ = 10/π² m, com frequência própria de 0,50 Hz.. f₀ = √(g/ℓ)/2π dá 0,50 Hz, igual à excitação; os outros ficam em 0,41 e 0,71 Hz.
  • O de ℓ = 15/π² m, por ser o mais comprido.. O mais comprido tem a frequência mais baixa, cerca de 0,41 Hz, fora da excitação.
  • O de ℓ = 5/π² m, por ser o mais leve de excitar.. O mais curto oscila a cerca de 0,71 Hz; a proximidade à excitação decide, não o comprimento.
  • Os três com a mesma amplitude, porque a força é comum.. A mesma força produz amplitudes diferentes; só o sintonizado responde em grande.

Erros frequentes

Escolher o pêndulo pelo comprimento sem calcular frequências, ou supor resposta igual para excitação comum.
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Classificar o regime
Uma massa de 0,25 kg e mola de 100 N/m têm b = 1 kg/s. Qual o regime?
A tua resposta

Pista
Calcula γ = b/(2m) e ω_0 = √(k/m).
Solução
γ < ω_0, por isso é subamortecido. A frequência amortecida é √(400 − 4) ≈ 19,90 rad/s. Não confundas com a frequência do pico de resposta forçada.
  • Subamortecido, com ω_d ≈ 19,90 rad/s.. γ = 2 e ω_0 = 20, logo γ < ω_0.
  • Crítico.. O crítico exige γ = ω_0, ou seja b = 10 kg/s.
  • Sobreamortecido.. O sobreamortecido exige γ > ω_0.

Erros frequentes

Usar a frequência amortecida livre como frequência do máximo de resposta.
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Afastar-se do equilíbrio, com amortecimento

Um oscilador linear tem ω0=5 rad/s\omega_0=5\ \mathrm{rad/s} e γ=3 s−1\gamma=3\ \mathrm{s^{-1}}. Começa em x0=0,080 mx_0=0{,}080\ \mathrm m, com velocidade v0=+0,080 m/sv_0=+0{,}080\ \mathrm{m/s}. Escreve a solução na forma x=e−γt(Ccos⁡ωdt+Dsin⁡ωdt)x=e^{-\gamma t}(C\cos\omega_dt+D\sin\omega_dt) e verifica as condições iniciais. O coeficiente da envolvente é 0,080 m0{,}080\ \mathrm m?

Pista
Ao calcular a velocidade, deriva o fator exponencial e o termo trigonométrico.
Solução

O regime é subamortecido e ωd=52−32=4 rad/s\omega_d=\sqrt{5^2-3^2}=4\ \mathrm{rad/s}. Em t=0t=0, C=x0=0,080 mC=x_0=0{,}080\ \mathrm m. A velocidade inicial é −3C+4D=0,080-3C+4D=0{,}080, dando D=0,080 mD=0{,}080\ \mathrm m. Portanto,

x(t)=0,080e−3t(cos⁡4t+sin⁡4t) m,x(t)=0{,}080e^{-3t}\bigl(\cos4t+\sin4t\bigr)\ \mathrm m,

com tt em segundos. A posição inicial é 0,080 m0{,}080\ \mathrm m e a velocidade é −3(0,080)+4(0,080)=+0,080 m/s-3(0{,}080)+4(0{,}080)=+0{,}080\ \mathrm{m/s}. O coeficiente da envolvente vale 0,0802+0,0802=0,0802 m\sqrt{0{,}080^2+0{,}080^2}=0{,}080\sqrt2\ \mathrm m, cerca de 0,113 m0{,}113\ \mathrm m. Não é a posição inicial. Usar D=v0/ωd=0,020 mD=v_0/\omega_d=0{,}020\ \mathrm m daria velocidade inicial de −0,160 m/s-0{,}160\ \mathrm{m/s}, até com o sentido errado, por ignorar a derivada da exponencial.

Confere a tua resposta:

  • Obtenho ω_d = 4 rad/s, C = 0,08 m e D = 0,08 m.
  • Verifico a posição de 0,08 m e velocidade de +0,08 m/s no instante inicial.
  • Distingo o coeficiente da envolvente de 0,08√2 m da posição inicial.
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