Testes de hipóteses
Hipóteses nula e alternativa, erros tipo I e II, valor p e testes t para médias com exemplo completo.
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O intervalo estima; o teste de hipóteses decide. Perante “a latência média difere de 50 ms?”, formulas duas hipóteses rivais, medes quão longe os dados estão da hipótese de referência e decides com uma regra fixada antes de ver os dados. Esta página monta esse procedimento e liga-o aos intervalos da página anterior.
As peças do teste
- Hipótese nula : a afirmação de referência, sempre com igualdade (""). É a que se presume até prova em contrário.
- Hipótese alternativa : o que queres estabelecer ("" bilateral, "" ou "" unilaterais). O tipo sai do enunciado: “difere” é bilateral, “aumentou” é unilateral à direita.
- Estatística de teste: mede o afastamento dos dados em relação a , numa escala tabelada. Para a média com desvio desconhecido: , com graus de liberdade sob .
- Nível de significância : a probabilidade de erro tipo I que aceitas, tipicamente 0,05. Fixa-se antes, nunca depois de ver os dados.
Há dois erros possíveis. O erro tipo I rejeita quando ela é verdadeira (falso alarme), com probabilidade . O erro tipo II não rejeita quando ela é falsa (deteção falhada), com probabilidade . A potência é a capacidade de detetar um efeito real. Baixar sem aumentar sobe : com a mesma amostra, és mais exigente num erro e mais permissivo no outro.
Região crítica e valor p
Duas formas equivalentes de decidir. Pela região crítica: rejeita se a estatística cair na zona extrema da tabela (para o bilateral a 5 por cento com 15 graus de liberdade, ). Pelo valor p: a probabilidade, sob , de observar dados tão ou mais extremos que os obtidos; rejeita se . O valor p não é a probabilidade de ser verdadeira: é uma medida de compatibilidade dos dados com .
Exemplo: a latência difere de 50 ms?
Dezasseis medições dão ms e ms. Testa contra ().
A estatística: , com 15 graus de liberdade. O valor crítico bilateral é ; como , rejeita-se a 5 por cento: os dados dão evidência de que a média difere de 50 ms. O valor p é , consistente com a rejeição a .
A ligação com intervalos
Um teste bilateral a nível rejeita exatamente quando fica fora do intervalo de confiança a . Confere com o exemplo: o intervalo a 95 por cento é , que não contém o 50, logo rejeita. Esta dualidade é um teste de sanidade gratuito: se o teu teste e o teu intervalo discordarem, um dos dois tem erro de contas. É também a resposta pronta quando o enunciado pergunta pelo teste “a partir do intervalo”.