Funções hiperbólicas e integrais impróprios

Definições hiperbólicas, inversas e critérios para integrais em intervalos infinitos ou com singularidades.

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Funções hiperbólicas

As combinações de exe^x e e−xe^{-x} dão uma função ímpar e outra par. Em zero, a diferença das exponenciais é zero e a soma é dois, por isso sinh⁡0=0\sinh0=0 e cosh⁡0=1\cosh0=1. Definimos

sinh⁡x=ex−e−x2cosh⁡x=ex+e−x2tanh⁡x=sinh⁡xcosh⁡x.\begin{gathered} \sinh x=\frac{e^x-e^{-x}}2\\ \cosh x=\frac{e^x+e^{-x}}2\\ \tanh x=\frac{\sinh x}{\cosh x}. \end{gathered}

O seno hiperbólico é ímpar e estritamente crescente, com imagem R\mathbb R; o cosseno hiperbólico é par, tem mínimo 11 em zero e imagem [1,+∞[[1,+\infty[. A tangente hiperbólica tem imagem ]−1,1[]-1,1[ e, como cosh⁡x>0\cosh x>0, está definida em todo o real.

Da definição resulta cosh⁡2x−sinh⁡2x=1\cosh^2x-\sinh^2x=1. Assim, (cosh⁡x,sinh⁡x)(\cosh x,\sinh x) pertence à hipérbole X2−Y2=1X^2-Y^2=1. O sinal é uma diferença, ao contrário da identidade circular.

As derivadas são

(sinh⁡x)′=cosh⁡x(cosh⁡x)′=sinh⁡x(tanh⁡x)′=1cosh⁡2x.\begin{gathered} (\sinh x)'=\cosh x\\ (\cosh x)'=\sinh x\\ (\tanh x)'=\frac1{\cosh^2x}. \end{gathered}

Definimos também coth⁡x=cosh⁡x/sinh⁡x\coth x=\cosh x/\sinh x, sech⁡x=1/cosh⁡x\operatorname{sech}x=1/\cosh x e csch⁡x=1/sinh⁡x\operatorname{csch}x=1/\sinh x. As funções com sinh⁡x\sinh x no denominador exigem x≠0x\ne0. As derivadas são −(csch⁡x)2-(\operatorname{csch}x)^2, −sech⁡xtanh⁡x-\operatorname{sech}x\tanh x e −csch⁡xcoth⁡x-\operatorname{csch}x\coth x, respetivamente.

As inversas principais úteis são

arsinh⁡x=ln⁡(x+x2+1)(x∈R),\begin{gathered} \operatorname{arsinh}x=\ln(x+\sqrt{x^2+1})\\ (x\in\mathbb R), \end{gathered} arcosh⁡x=ln⁡(x+x2−1)x≥1,\begin{gathered} \operatorname{arcosh}x=\ln(x+\sqrt{x^2-1})\\ x\ge1, \end{gathered} artanh⁡x=12ln⁡1+x1−x(∣x∣<1).\begin{gathered} \operatorname{artanh}x=\frac12\ln\frac{1+x}{1-x}\\ (|x|<1). \end{gathered}

Para perceber a fórmula de arsinh⁡\operatorname{arsinh}, escreve x=sinh⁡y=(ey−e−y)/2x=\sinh y=(e^y-e^{-y})/2 e resolve em yy. Com z=ey>0z=e^y>0, fica z2−2xz−1=0z^2-2xz-1=0. As raízes são z=x±x2+1z=x\pm\sqrt{x^2+1}, mas só z=x+x2+1z=x+\sqrt{x^2+1} é positiva. Tomar o logaritmo dá a expressão da inversa, válida para todo o real xx.

Este caminho mostra o padrão geral: isolar a exponencial, resolver a quadrática e conservar apenas a raiz com o sinal permitido. As outras inversas obtêm-se de forma análoga.

As inversas exigem atenção ao domínio. Usamos o ramo não negativo de cosh⁡\cosh e de sech⁡\operatorname{sech}:

InversaDomínioDerivada no interior do domínio
arsinh⁡x\operatorname{arsinh}xR\mathbb R1/1+x21/\sqrt{1+x^2}
arcosh⁡x\operatorname{arcosh}x[1,+∞[[1,+\infty[1/x2−11/\sqrt{x^2-1}, x>1x>1
artanh⁡x\operatorname{artanh}x]−1,1[]-1,1[1/(1−x2)1/(1-x^2)
arcoth⁡x\operatorname{arcoth}x]−∞,−1[∪]1,+∞[]-\infty,-1[\cup]1,+\infty[1/(1−x2)1/(1-x^2)
arsech⁡x\operatorname{arsech}x]0,1]]0,1]−1/[x1−x2]-1/[x\sqrt{1-x^2}], 0<x<10<x<1
arcsch⁡x\operatorname{arcsch}xR∖{0}\mathbb R\setminus\{0\}−1/[∣x∣1+x2]-1/[\lvert x\rvert\sqrt{1+x^2}]

Podemos obter as três últimas sem decorar novos logaritmos: arcoth⁡x=artanh⁡(1/x)\operatorname{arcoth}x=\operatorname{artanh}(1/x), arsech⁡x=arcosh⁡(1/x)\operatorname{arsech}x=\operatorname{arcosh}(1/x) e arcsch⁡x=arsinh⁡(1/x)\operatorname{arcsch}x=\operatorname{arsinh}(1/x). As fórmulas das derivadas seguem pela cadeia. O valor absoluto em arcsch⁡\operatorname{arcsch} conserva o sinal negativo nos dois ramos.

Para reconhecer primitivas,

∫dx1+x2=arsinh⁡x+C,\int\frac{dx}{\sqrt{1+x^2}}=\operatorname{arsinh}x+C,

mas ∫dx/1−x2=arcsin⁡x+C\int dx/\sqrt{1-x^2}=\arcsin x+C. O sinal sob a raiz escolhe uma função diferente.

Integrais impróprios

Há dois motivos para um integral ser impróprio: o intervalo é ilimitado ou o integrando é ilimitado num ponto do intervalo. Definimos o integral por limites de integrais próprios.

Para um extremo infinito,

∫a∞f(x)dx=lim⁡R→∞∫aRf(x)dx.\int_a^{\infty}f(x)dx=\lim_{R\to\infty}\int_a^Rf(x)dx.

Se ff é ilimitada em aa, usamos lim⁡ε→0+∫a+εbf\lim_{\varepsilon\to0^+}\int_{a+\varepsilon}^bf. Se a singularidade é interior, em cc, separamos ∫acf+∫cbf\int_a^cf+\int_c^bf e exigimos que ambos os limites sejam finitos. Para ∫−∞∞f\int_{-\infty}^{\infty}f, escolhe um ponto finito e trata as duas caudas separadamente.

Por exemplo,

∫1∞dxx2=lim⁡R→∞[−1x]1R=1.\int_1^{\infty}\frac{dx}{x^2} =\lim_{R\to\infty}\left[-\frac1x\right]_1^R=1.

Já ∫1∞dx/x=lim⁡R→∞ln⁡R=+∞\int_1^{\infty}dx/x=\lim_{R\to\infty}\ln R=+\infty, por isso diverge. O integrando tende para zero em ambos os casos; essa condição não garante convergência.

Os dois modelos p

No infinito,

∫1∞x−p dx converge se e soˊ se p>1.\int_1^{\infty}x^{-p}\,dx\text{ converge se e só se }p>1.

Perto de zero,

∫01x−p dx converge se e soˊ se p<1.\int_0^1x^{-p}\,dx\text{ converge se e só se }p<1.

Para p≠1p\ne1, a primitiva é x1−p/(1−p)x^{1-p}/(1-p). No infinito precisamos de 1−p<01-p<0; em zero precisamos de 1−p>01-p>0. Para p=1p=1, o logaritmo diverge nos dois casos.

Logo ∫01dx/x=2\int_0^1dx/\sqrt x=2, mas ∫01dx/x2\int_0^1dx/x^2 diverge. Num mesmo integral, as condições perto de zero e no infinito podem ser diferentes.

Comparação

Para funções não negativas perto do ponto problemático, uma função maior com integral convergente limita a menor. Uma função menor com integral divergente força a maior a divergir.

Se f,g>0f,g>0 e f/g→Lf/g\to L com 0<L<+∞0<L<+\infty, os integrais têm a mesma natureza nesse extremo. Por exemplo,

1/(x2+3)1/x2=x2x2+3→1(x→∞),\begin{gathered} \frac{1/(x^2+3)}{1/x^2}=\frac{x^2}{x^2+3}\to1\\ (x\to\infty), \end{gathered}

logo ∫1∞dx/(x2+3)\int_1^{\infty}dx/(x^2+3) converge. Perto de zero, sin⁡x∼x\sin x\sim x, por isso 1/sin⁡x∼1/x1/\sin x\sim1/x e ∫0π/2dx/sin⁡x\int_0^{\pi/2}dx/\sin x diverge.

Para ∫0∞dx/[x(1+x)]\int_0^{\infty}dx/[\sqrt x(1+x)], perto de zero o integrando equivale a x−1/2x^{-1/2}; no infinito, a x−3/2x^{-3/2}. Ambos os extremos convergem. Para calcular o valor, faz x=t2x=t^2, dx=2t dtdx=2t\,dt:

∫0∞dxx(1+x)=2∫0∞dt1+t2=2[arctan⁡t]0∞=π.\begin{gathered} \int_0^{\infty}\frac{dx}{\sqrt x(1+x)}=2\int_0^{\infty}\frac{dt}{1+t^2}\\ =2\bigl[\arctan t\bigr]_0^{\infty}\\ =\pi. \end{gathered}

A mudança de variável pode ser feita primeiro com limites finitos e só depois nos limites impróprios.

Critério do integral e séries

Se ff é positiva, contínua e decrescente para x≥Nx\ge N, com f(n)=anf(n)=a_n, então ∑an\sum a_n e ∫N∞f(x) dx\int_N^{\infty}f(x)\,dx têm a mesma natureza. A prova compara a soma com retângulos abaixo e acima do gráfico. Em particular, ∑1/np\sum1/n^p converge quando p>1p>1 e diverge quando p≤1p\le1. É por isso que a série harmónica diverge.

Para an=1/[n(ln⁡n)p]a_n=1/[n(\ln n)^p], n≥2n\ge2, a função correspondente é eventualmente decrescente. Com u=ln⁡xu=\ln x,

∫2∞dxx(ln⁡x)p=∫ln⁡2∞duup.\int_2^{\infty}\frac{dx}{x(\ln x)^p} =\int_{\ln2}^{\infty}\frac{du}{u^p}.

Converge se e só se p>1p>1. Quando p=1p=1, a primitiva ln⁡(ln⁡x)\ln(\ln x) cresce sem limite.

Para uma série positiva decrescente convergente, o resto RN=∑n=N+1∞anR_N=\sum_{n=N+1}^{\infty}a_n obedece a

∫N+1∞f(x) dx≤RN≤∫N∞f(x) dx.\int_{N+1}^{\infty}f(x)\,dx\le R_N\le\int_N^{\infty}f(x)\,dx.

Sinais e valor principal

O integral ∫−11dx/x\int_{-1}^1dx/x não converge. A parte esquerda tende para −∞-\infty e a direita para +∞+\infty. Não podemos cancelá-las.

O limite simétrico lim⁡ε→0+(∫−1−εdx/x+∫ε1dx/x)=0\lim_{\varepsilon\to0^+}(\int_{-1}^{-\varepsilon}dx/x+\int_{\varepsilon}^1dx/x)=0 é um valor principal de Cauchy, um conceito diferente. A definição habitual exige os dois limites separadamente.

Se ∫∣f∣\int|f| converge, então ∫f\int f converge absolutamente, por comparação direta com o módulo. Se o integral do módulo divergir, isso não decide um integrando que muda de sinal.

Exercícios

Área com duas interseções

Escreve e calcula a área entre y=sin⁡xy=\sin x e y=1/2y=1/2 em 0≤x≤π0\le x\le\pi.

Pista

Resolve sin x=1/2 no intervalo antes de escolher o integrando.

Mais uma pista

As interseções são π/6\pi/6 e 5π/65\pi/6. Entre elas o seno está acima.

Solução

A área é

∫0π/6(12−sin⁡x)dx+∫π/65π/6(sin⁡x−12)dx+∫5π/6π(12−sin⁡x)dx.\begin{gathered} \int_0^{\pi/6}\bigl(\frac12-\sin x\bigr)dx\\ +\int_{\pi/6}^{5\pi/6}\bigl(\sin x-\frac12\bigr)dx\\ +\int_{5\pi/6}^{\pi}\bigl(\frac12-\sin x\bigr)dx. \end{gathered}

As duas parcelas exteriores são iguais. Cada uma vale π/12+3/2−1\pi/12+\sqrt3/2-1, e a central vale 3−π/3\sqrt3-\pi/3. A soma é 23−2−π/62\sqrt3-2-\pi/6.

Confere a tua resposta:

  • Encontrei as duas interseções.
  • Dividi o integral nos três intervalos.
  • Obtive 2 raiz de 3 menos 2 menos pi sobre 6.

Erros frequentes

Um integral com sinal cancela as partes onde a curva de cima muda. Área geométrica exige altura não negativa.

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Volume em torno de um eixo acima da região

Roda a região entre y=x2y=x^2 e y=1y=1 em torno de y=2y=2. Calcula o volume.

Pista

O intervalo vem de x²=1.

Mais uma pista

O raio exterior é 2-x² e o interior é 1, para -1≤x≤1.

Solução

Os raios são distâncias ao eixo. Logo

V=π∫−11[(2−x2)2−1]dx=2π∫01(3−4x2+x4)dx=56π15.\begin{gathered} V=\pi\int_{-1}^1[(2-x^2)^2-1]dx\\ =2\pi\int_0^1(3-4x^2+x^4)dx\\ =\frac{56\pi}{15}. \end{gathered}

O eixo não atravessa a região, por isso todas as secções são arandelas.

Confere a tua resposta:

  • Usei o intervalo [-1,1].
  • Identifiquei corretamente os dois raios.
  • Obtive 56 pi sobre 15.

Erros frequentes

O raio exterior corresponde à curva mais afastada do eixo, aqui a curva mais baixa. Não eleves ao quadrado apenas a diferença das curvas.

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Área de uma pétala polar

Calcula a área da pétala da curva r=2sin⁡(2θ)r=2\sin(2\theta) no primeiro quadrante.

Pista

Escolhe dois zeros consecutivos que delimitam a pétala.

Mais uma pista

Em 0≤θ≤π/20\le\theta\le\pi/2, o raio é não negativo. Usa sin²(2θ)=(1-cos4θ)/2.

Solução

A pétala é percorrida uma vez de 00 a π/2\pi/2. Assim,

A=12∫0π/24sin⁡2(2θ)dθ=∫0π/2(1−cos⁡4θ)dθ=π2.\begin{gathered} A=\frac12\int_0^{\pi/2}4\sin^2(2\theta)d\theta\\ =\int_0^{\pi/2}(1-\cos4\theta)d\theta\\ =\frac\pi2. \end{gathered}

A curva completa tem quatro pétalas. Integrar um período maior sem observar o percurso pode calcular outra área.

Confere a tua resposta:

  • Escolhi os limites zero e pi sobre dois.
  • Incluí o fator um meio.
  • Obtive área pi sobre dois.

Erros frequentes

A fórmula tem fator 1/2 e usa r². A pergunta pede uma pétala, não a curva inteira.

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Dois extremos e um parâmetro

Determina os valores reais de p para os quais ∫0∞xp−1/(1+x2)dx\int_0^{\infty}x^{p-1}/(1+x^2)dx converge.

Pista

Separa em zero a um e um a infinito.

Mais uma pista

Perto de zero o integrando equivale a xp−1x^{p-1}; no infinito equivale a xp−3x^{p-3}.

Solução

Em zero, ∫01xp−1dx\int_0^1x^{p-1}dx converge se p−1>−1p-1>-1, ou seja, p>0p>0. No infinito, ∫1∞xp−3dx\int_1^{\infty}x^{p-3}dx converge se p−3<−1p-3<-1, ou seja, p<2p<2.

As equivalências têm razão a tender para um e os integrandos são positivos. Precisamos das duas condições, portanto o intervalo é 0<p<20<p<2. Nos extremos p=0p=0 e p=2p=2 surge divergência logarítmica num dos lados.

Confere a tua resposta:

  • Separei os dois extremos.
  • Usei comparação por limite com potências positivas.
  • Obtive 0<p<2 e excluí os extremos.

Erros frequentes

A desigualdade do expoente inverte o tipo de condição entre zero e infinito. Não basta verificar uma cauda.

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Uma composição com seno hiperbólico

Calcula ∫cosh⁡x/(1+sinh⁡2x)dx\int\cosh x/(1+\sinh^2x)dx.

Pista

A derivada de sinh x é cosh x.

Mais uma pista

Com u=sinh x, reconheces a primitiva de 1/(1+u²).

Solução

A mudança u=sinh⁡xu=\sinh x dá du=cosh⁡xdxdu=\cosh x dx. Logo

∫cosh⁡x1+sinh⁡2xdx=arctan⁡(sinh⁡x)+C.\begin{gathered} \int\frac{\cosh x}{1+\sinh^2x}dx\\ =\arctan(\sinh x)+C. \end{gathered}

O denominador é positivo em todo o real. Pela cadeia, derivar o resultado recupera o integrando.

Confere a tua resposta:

  • Usei a derivada correta de sinh.
  • Reconheci o arco-tangente.
  • Indiquei domínio real.

Erros frequentes

Arco-tangente e tangente hiperbólica têm derivadas diferentes. A função inversa reconhecida depende da forma 1+u².

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Discos com mudança do raio exterior

Roda em torno de y=0y=0 a região definida por 0≤x≤20\le x\le2 e −1≤y≤x-1\le y\le x. Determina o volume e explica por que não podes somar os volumes obtidos ao rodar separadamente as partes acima e abaixo do eixo. Quanto volume ficaria contado duas vezes?

Pista

Em cada valor de xx, a faixa contém zero. Compara as distâncias das duas extremidades ao eixo.

Solução

Cada faixa gera um disco cheio, pois vai de −1-1 até x≥0x\ge0. As distâncias das extremidades são 11 e xx, logo R(x)=max⁡{1,x}R(x)=\max\{1,x\} e r=0r=0. O raio exterior muda em x=1x=1:

V=π∫011 dx+π∫12x2 dx.V=\pi\int_0^1 1\,dx+\pi\int_1^2 x^2\,dx.

A primeira parcela vale π\pi e a segunda vale π(8−1)/3=7π/3\pi(8-1)/3=7\pi/3. Assim V=10π/3V=10\pi/3.

A parte inferior roda num cilindro de raio 11 e volume 2π2\pi. A superior dá π∫02x2dx=8π/3\pi\int_0^2x^2dx=8\pi/3. Somar daria 14π/314\pi/3, mas os dois sólidos sobrepõem-se. O raio da região comum é o menor dos dois raios, min⁡{1,x}\min\{1,x\}, por isso a sobreposição tem volume

π∫01x2 dx+π∫121 dx=4π3.\pi\int_0^1x^2\,dx+\pi\int_1^2 1\,dx=\frac{4\pi}{3}.

Retirar essa duplicação recupera 14π/3−4π/3=10π/314\pi/3-4\pi/3=10\pi/3. O volume da união exige preencher cada secção uma única vez.

Confere a tua resposta:

  • Identifiquei discos cheios, porque cada faixa contém o eixo.
  • Usei R=1 até x=1 e R=x depois, sem subtrair um raio interior.
  • Obtive V=10π/3 e expliquei o volume contado duas vezes ao somar as duas partes.
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