Polinómio e série de Taylor
Aproximação polinomial de funções, fórmula de Taylor com resto de Lagrange e passagem à série de Taylor.
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Muitas funções (exponencial, logaritmo, seno) são difíceis de calcular diretamente, mas polinómios são fáceis: só precisam de somas e produtos. A fórmula de Taylor constrói, a partir das derivadas num ponto, o polinómio que melhor imita a função perto desse ponto, e o resto quantifica o erro.
Polinómio de Taylor
Se tem derivadas até à ordem em , o polinómio de Taylor de grau em torno de é
Cada termo novo corrige a aproximação usando uma derivada de ordem superior. Quando , chama-se por vezes polinómio de Maclaurin.
Vamos construir o polinómio de em até ao grau . Como todas as derivadas da exponencial são e :
Para , isto dá , enquanto . Com três termos já acertamos em cinco casas decimais, porque está perto do centro.
Outro exemplo útil: em . As derivadas são , , , logo , , , e
Repara o padrão alternado de sinais, que vem das derivações sucessivas de .
Resto de Lagrange
A fórmula de Taylor com resto de Lagrange escreve a função como polinómio mais erro:
para algum entre e . Não sabemos , mas se conseguirmos majorar no intervalo, obtemos uma garantia de erro.
Para a exponencial em com , tem-se , logo
Isto mostra duas coisas: o erro encolhe quando está perto de (fator ) e quando cresce (fatorial no denominador). É por isso que somar mais termos melhora a aproximação.
Da fórmula à série de Taylor
Se tem derivadas de todas as ordens e o resto tende para zero quando , a função iguala a sua série de Taylor:
Para em , obtemos a série , válida para todo o real. Para , a série converge para (e ainda em ), mas diverge fora daí: a série só representa a função onde o resto vai para zero.
Exercício orientado: em
Este é o tipo de pedido que surge nos testes. Começa por calcular , logo , e logo . O polinómio de grau é então . Para o termo geral, deriva mais vezes e procura o padrão de : as derivadas de ordem valem . Escreve a fórmula com o resto de Lagrange antes de passares ao limite da série.
Erros frequentes
Três falhas aparecem sempre. Primeira: esquecer o fatorial no denominador de cada termo. Segunda: centrar a série no ponto errado (usar potências de quando o enunciado pede em torno de ). Terceira: assumir que a série converge para a função em todo o lado sem estudar o resto ou o raio de convergência.
Para onde ir
As séries de Taylor são séries de funções. Antes delas, a cadeira estuda séries de números, com os seus critérios de convergência: séries numéricas.