Taylor e extremos em várias variáveis

Taylor, resto, hessiana, extremos absolutos e multiplicadores de Lagrange em duas e três variáveis.

TLDR

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Para f(x,y)=xy2f(x,y)=xy^2, o plano tangente em (1,2)(1,2) prevê 4+4h+4k4+4h+4k, com h=x−1h=x-1 e k=y−2k=y-2. A expansão exata é

f(1+h,2+k)=4+4h+4k+4hk+k2+hk2.f(1+h,2+k)=4+4h+4k+4hk+k^2+hk^2.

O polinómio de Taylor de segunda ordem conserva também 4hk+k24hk+k^2. Estes termos descrevem a variação da inclinação e ajudam a distinguir mínimos, máximos e selas. A fórmula aplica-se a funções de classe C2C^2, cujas derivadas parciais até ordem 2 existem e são contínuas.

Polinómio de Taylor de segunda ordem

Para ff de classe C2C^2 perto de a=(a1,a2)a=(a_1,a_2), escreve h=x−a1h=x-a_1 e k=y−a2k=y-a_2:

P2=f(a)+fx(a)h+fy(a)k+12(fxx(a)h2+2fxy(a)hk+fyy(a)k2).P_2=f(a)+f_x(a)h+f_y(a)k+\frac12\bigl(f_{xx}(a)h^2+2f_{xy}(a)hk+f_{yy}(a)k^2\bigr).

Todas as derivadas são calculadas no centro. Para f(x,y)=xy2f(x,y)=xy^2 perto de (1,2)(1,2), temos f=4f=4, fx=4f_x=4, fy=4f_y=4, fxx=0f_{xx}=0, fxy=4f_{xy}=4 e fyy=2f_{yy}=2. Portanto,

P2=4+4h+4k+4hk+k2.P_2=4+4h+4k+4hk+k^2.

A expansão exata (1+h)(2+k)2(1+h)(2+k)^2 acrescenta só hk2hk^2, de grau 3. Em (1,1,1,8)(1{,}1,1{,}8), h=0,1h=0{,}1 e k=−0,2k=-0{,}2: P2=3,56P_2=3{,}56, o valor exato é 3,5643{,}564 e o erro 0,0040{,}004. O termo misto aparece com coeficiente fxyf_{xy} porque o fator 2 cancela o 1/21/2.

Em nn variáveis, a escrita compacta é P2(a+h)=f(a)+∇f(a)⋅h+12hTHf(a)hP_2(a+h)=f(a)+\nabla f(a)\cdot h+\tfrac12h^TH_f(a)h, onde HfH_f é a hessiana.

Resto e ordem da aproximação

Para f∈C2f\in C^2, o erro é o(∥h∥2)o(\|h\|^2) quando h→0h\to0. Se as derivadas de ordem 3 são contínuas, aplica Taylor à função de uma variável g(t)=f(a+th)g(t)=f(a+th). Para algum ξ∈(0,1)\xi\in(0,1),

f(a+h)=P2(a+h)+g(3)(ξ)6.f(a+h)=P_2(a+h)+\frac{g^{(3)}(\xi)}6.

O termo g(3)g^{(3)} inclui os fatores das componentes de hh. Se ∣g(3)(t)∣≤M∥h∥3|g^{(3)}(t)|\le M\|h\|^3 no segmento, o erro não excede M∥h∥3/6M\|h\|^3/6. Um polinómio de Taylor é uma aproximação local, não uma igualdade global. Para ordem mm, usa ∑j=0mg(j)(0)/j!\sum_{j=0}^m g^{(j)}(0)/j!, com g(t)=f(a+th)g(t)=f(a+th).

Extremos livres e a hessiana

Num ponto interior diferenciável de extremo local, ∇f=0\nabla f=0. A condição é necessária, não suficiente. Procura também pontos onde a função não é diferenciável.

Em duas variáveis e num ponto estacionário de uma função C2C^2, calcula D=fxxfyy−fxy2D=f_{xx}f_{yy}-f_{xy}^2:

CondiçãoConclusão
D>0D>0 e fxx>0f_{xx}>0Mínimo local estrito
D>0D>0 e fxx<0f_{xx}<0Máximo local estrito
D<0D<0Ponto de sela
D=0D=0O teste não decide

Para f=x2+y2−xy−3xf=x^2+y^2-xy-3x, as equações 2x−y−3=02x-y-3=0 e 2y−x=02y-x=0 dão (2,1)(2,1). A hessiana (2−1−12)\bigl(\begin{smallmatrix}2&-1\\-1&2\end{smallmatrix}\bigr) tem D=3>0D=3>0, logo há mínimo local de valor −3-3.

Aqui é também mínimo absoluto: com h=x−2h=x-2 e k=y−1k=y-1, f+3=h2+k2−hk=12(h−k)2+12(h2+k2)≥0f+3=h^2+k^2-hk=\tfrac12(h-k)^2+\tfrac12(h^2+k^2)\ge0. Esta identidade prova a afirmação global, que o teste local sozinho não prova.

Num ponto estacionário de uma função C2C^2, também em três ou mais variáveis, uma hessiana positiva definida dá mínimo local estrito, negativa definida dá máximo local estrito e indefinida dá sela. Positiva definida significa hTHfh>0h^TH_fh>0 para todo h≠0h\ne0; negativa definida troca o sinal; indefinida admite ambos os sinais. Os valores próprios de uma hessiana simétrica permitem verificar isso: todos positivos, todos negativos ou sinais opostos, respetivamente.

Quando D=0D=0, o teste não decide e é preciso voltar à função. Em f=x2+y4f=x^2+y^4, f>0f>0 fora da origem, que é mínimo absoluto estrito. Em g=x2−y4g=x^2-y^4, g(x,0)>0g(x,0)>0 e g(0,y)<0g(0,y)<0 fora da origem, por isso há valores dos dois lados: é sela.

O mesmo padrão repete-se em x4+y4x^4+y^4, −x4−y4-x^4-y^4 e x4−y4x^4-y^4: a hessiana na origem é nula nos três casos, mas os comportamentos são mínimo, máximo e sela. A prática desenvolve os dois primeiros casos passo a passo.

Extremos absolutos e fronteira

Uma função contínua num compacto atinge máximo e mínimo. Para os encontrar, reúne candidatos interiores, candidatos na fronteira e pontos singulares, depois compara valores.

No disco x2+y2≤1x^2+y^2\le1, para f=x2+2y2f=x^2+2y^2, o ponto interior (0,0)(0,0) dá mínimo 0. Na fronteira, x2=1−y2x^2=1-y^2, logo f=1+y2f=1+y^2. Os extremos da fronteira são 1 em (±1,0)(\pm1,0) e 2 em (0,±1)(0,\pm1). O máximo no disco é 2, por isso ignorar a fronteira perderia esse máximo.

Num domínio aberto ou ilimitado, pergunta primeiro se os valores extremos existem. Um ínfimo não tem de ser atingido: f(x)=xf(x)=x em (0,1)(0,1) não tem mínimo.

Extremos condicionados e Lagrange

Com f,gf,g de classe C1C^1 perto do ponto, sobre g(x)=0g(x)=0 e com ∇g≠0\nabla g\ne0, num extremo regular temos

∇f=λ∇g,g=0.\nabla f=\lambda\nabla g,\qquad g=0.

O gradiente de ff tem de ser normal à restrição porque não há variação de primeira ordem nas direções tangentes. Os pontos onde ∇g=0\nabla g=0 precisam de análise separada.

Para f=x+yf=x+y na circunferência x2+y2=4x^2+y^2=4, temos 1=2λx1=2\lambda x, 1=2λy1=2\lambda y e x2+y2=4x^2+y^2=4. Daí x=y=±2x=y=\pm\sqrt2. Comparar valores dá máximo 222\sqrt2 e mínimo −22-2\sqrt2; a existência é garantida pela continuidade na circunferência compacta.

Em três variáveis, para maximizar x+y+zx+y+z na esfera unitária, (1,1,1)=2λ(x,y,z)(1,1,1)=2\lambda(x,y,z). Os candidatos são ±(1,1,1)/3\pm(1,1,1)/\sqrt3, com valores ±3\pm\sqrt3.

Com duas restrições regulares g=0g=0 e q=0q=0, usa ∇f=λ∇g+μ∇q\nabla f=\lambda\nabla g+\mu\nabla q, exigindo independência dos dois gradientes. Por exemplo, para f=x+y+zf=x+y+z na esfera unitária com z=0z=0, temos

(1,1,1)=λ(2x,2y,2z)+μ(0,0,1),x2+y2+z2=1,z=0.(1,1,1)=\lambda(2x,2y,2z)+\mu(0,0,1),\qquad x^2+y^2+z^2=1,\quad z=0.

A última componente dá μ=1\mu=1; as duas primeiras dão x=yx=y. A restrição dá x=y=±1/2x=y=\pm1/\sqrt2, com valores ±2\pm\sqrt2. Em toda a circunferência, o gradiente da esfera tem componente horizontal não nula, pelo que é independente de (0,0,1)(0,0,1).

Não perdemos candidatos por falha da regularidade. Não dividas uma equação por uma variável sem tratar a possibilidade de ser zero. Lagrange encontra candidatos, não classifica automaticamente nem dispensa a comparação final.

Candidatos com coordenadas nulas

Para f=xy+z2f=xy+z^2 sobre y=xy=x e x2+y2+z2=4x^2+y^2+z^2=4, a restrição reduz-se a 2x2+z2=42x^2+z^2=4. Substituir dá uma conferência independente:

f=x2+z2=4−x2,0≤x2≤2.f=x^2+z^2=4-x^2,\qquad 0\le x^2\le2.

Portanto, o máximo é 4 em (0,0,±2)(0,0,\pm2) e o mínimo é 2 em (2,2,0)(\sqrt2,\sqrt2,0) e (−2,−2,0)(-\sqrt2,-\sqrt2,0). Aqui os extremos têm precisamente uma coordenada nula.

Com Lagrange e restrições g=x2+y2+z2−4g=x^2+y^2+z^2-4 e q=y−xq=y-x, o sistema dá

y=2λx−μ,x=2λy+μ.y=2\lambda x-\mu,\qquad x=2\lambda y+\mu.

A terceira equação é 2z=2λz2z=2\lambda z. Somando as primeiras e usando y=xy=x, fica

(1−2λ)x=0,(1−λ)z=0.(1-2\lambda)x=0,\qquad (1-\lambda)z=0.

Se x=0x=0, a esfera dá z=±2z=\pm2, por isso λ=1\lambda=1. Se x≠0x\ne0, temos λ=1/2\lambda=1/2 e a segunda relação obriga z=0z=0; a esfera dá x=y=±2x=y=\pm\sqrt2. Dividir logo por xx ou por zz eliminaria uma destas famílias. Os gradientes das restrições são independentes em toda a circunferência, e a compacidade garante que a comparação encontra os extremos absolutos.

Restrições num conjunto ilimitado

Com 2x−y=02x-y=0 e y+z=0y+z=0, o conjunto admissível é a reta (x,y,z)=(t,2t,−2t)(x,y,z)=(t,2t,-2t), não um compacto. Para f=x2+2y−z2f=x^2+2y-z^2, a função sobre a reta é

f(t,2t,−2t)=−3t2+4t=43−3(t−23)2.f(t,2t,-2t)=-3t^2+4t =\frac43-3\left(t-\frac23\right)^2.

Há máximo absoluto 4/34/3 em (2/3,4/3,−4/3)(2/3,4/3,-4/3). Não há mínimo, porque o valor tende a −∞-\infty quando ∣t∣→∞|t|\to\infty. Os multiplicadores podem encontrar o candidato, mas não garantem um mínimo que o conjunto e a função não permitem.

Exercícios

Não perder o termo misto

Constrói P2P_2 de f(x,y)=ex+2yf(x,y)=e^{x+2y} na origem e usa-o para estimar f(0,1,0,05)f(0{,}1,0{,}05).

Pista
Na origem, f=1, fx=1 e fy=2. As segundas parciais são fxx=1, fxy=2 e fyy=4.
Mais uma pista
Também podes expandir ese^s até ordem 2 com s=x+2ys=x+2y.
Solução

P2=1+x+2y+x2/2+2xy+2y2P_2=1+x+2y+x^2/2+2xy+2y^2. No ponto pedido, x+2y=0,2x+2y=0{,}2, pelo que P2=1+0,2+0,22/2=1,22P_2=1+0{,}2+0{,}2^2/2=1{,}22. O valor exato é e0,2≈1,221403e^{0{,}2}\approx1{,}221403, superior à estimativa por cerca de 0,0014030{,}001403.

Confere a tua resposta:

  • Avaliei as derivadas na origem.
  • Conservei o termo misto.
  • Usei os deslocamentos para estimar o valor.

Erros frequentes

A parcial mista vale 2 e também é o coeficiente de xy. Não voltes a dividi-la por 2.
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Um máximo na fronteira

Qual é o máximo absoluto de x2+2y2x^2+2y^2 no disco unitário fechado?

Pista
O ponto estacionário interior não é o máximo.
Mais uma pista
Na circunferência, substitui x2=1−y2x^2=1-y^2.
Solução

A expressão torna-se 1+y2≤21+y^2\le2. Atinge 2 em (0,1)(0,1) e (0,−1)(0,-1). A função contínua no disco compacto atinge o máximo.

Erros frequentes

Se resolveres apenas gradiente igual a zero, obténs o mínimo 0 e perdes a fronteira.

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Restrição em três variáveis

Encontra os extremos de x+2y+2zx+2y+2z na esfera unitária.

Pista
O gradiente constante deve ser paralelo a (x,y,z).
Mais uma pista
O vetor (1,2,2) tem norma 3.
Solução

O sistema é (1,2,2)=2λ(x,y,z)(1,2,2)=2\lambda(x,y,z) com x2+y2+z2=1x^2+y^2+z^2=1. Como o vetor da esquerda é não nulo, λ≠0\lambda\ne0. A norma dá 3=2∣λ∣3=2|\lambda|, por isso λ=±3/2\lambda=\pm3/2 e os candidatos são ±(1,2,2)/3\pm(1,2,2)/3, com valores ±3\pm3. A esfera é compacta e a função contínua, por isso são máximo e mínimo absolutos.

Confere a tua resposta:

  • Escrevi a restrição no sistema.
  • Encontrei ambos os candidatos.
  • Comparei valores e garanti existência.

Erros frequentes

Lagrange não pede gradiente nulo. Se escolheres só o sinal positivo, perdes o mínimo.

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A hessiana não decide

Classifica a origem para f(x,y)=x2+y4f(x,y)=x^2+y^4 e g(x,y)=x2−y4g(x,y)=x^2-y^4. O que conclui o teste da hessiana em cada caso?

Pista
As duas hessianas na origem têm diagonal (2,0) e termos mistos zero.
Mais uma pista
Para g, compara os eixos x e y. Para f, procura onde pode haver igualdade a zero.
Solução

Ambas têm gradiente zero e D=0D=0, pelo que o teste é inconclusivo. Para f, x2+y4>0x^2+y^4>0 em qualquer ponto diferente da origem, que é mínimo absoluto estrito. Para g, g(x,0)=x2>0g(x,0)=x^2>0 e g(0,y)=−y4<0g(0,y)=-y^4<0 fora da origem. Há valores maiores e menores arbitrariamente próximos: é uma sela.

Confere a tua resposta:

  • Calculei a mesma hessiana para as duas funções.
  • Reconheci que o teste é inconclusivo.
  • Classifiquei pelos sinais dos valores próximos.

Erros frequentes

Hessiana semidefinida positiva não garante mínimo. Quando o teste não decide, analisa a função.
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Interseção de duas restrições

Encontra os extremos absolutos de f=x+2y+zf=x+2y+z sobre x2+y2+z2=1x^2+y^2+z^2=1 e z=0z=0.

Pista

Usa ∇f=λ∇(x2+y2+z2−1)+μ∇z\nabla f=\lambda\nabla(x^2+y^2+z^2-1)+\mu\nabla z.

Mais uma pista

A terceira componente dá μ=1\mu=1. As primeiras dão y=2xy=2x.

Solução

Os gradientes das restrições são independentes porque, com z=0z=0 e x2+y2=1x^2+y^2=1, o primeiro é horizontal não nulo e o segundo vertical. O sistema dá 1=2λx1=2\lambda x, 2=2λy2=2\lambda y e μ=1\mu=1. Assim, os candidatos são ±(1,2,0)/5\pm(1,2,0)/\sqrt5, com valores ±5\pm\sqrt5. A interseção é compacta e f contínua, logo são máximo e mínimo absolutos.

Confere a tua resposta:

  • Usei dois multiplicadores e as duas restrições.
  • Verifiquei a independência dos gradientes.
  • Encontrei todos os candidatos e comparei os valores.

Erros frequentes

A equação da esfera sozinha admitiria pontos com z diferente de zero. Inclui todas as restrições antes de resolver.

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Não dividir pelos candidatos

Encontra e classifica os extremos absolutos de f(x,y,z)=xy+z2f(x,y,z)=xy+z^2 sobre y=xy=x e x2+y2+z2=4x^2+y^2+z^2=4. Usa Lagrange e confirma por substituição. Que extremos perderias se dividisses a equação da terceira componente por zz?

Pista

Na terceira componente aparece (1−λ)z=0(1-\lambda)z=0. Há dois casos possíveis.

Solução

Escolhe g=x2+y2+z2−4g=x^2+y^2+z^2-4 e q=y−xq=y-x. Os gradientes (2x,2y,2z)(2x,2y,2z) e (−1,1,0)(-1,1,0) são independentes no conjunto admissível: com y=xy=x, só poderiam ser paralelos se x=y=z=0x=y=z=0, que não pertence à esfera. Lagrange dá

y=2λx−μ,x=2λy+μ.y=2\lambda x-\mu,\qquad x=2\lambda y+\mu.

A terceira componente dá (1−λ)z=0(1-\lambda)z=0. Somando as primeiras e usando y=xy=x, obtemos (1−2λ)x=0(1-2\lambda)x=0.

Se x=0x=0, então y=0y=0 e z=±2z=\pm2; como z≠0z\ne0, λ=1\lambda=1. O valor é 4. Se x≠0x\ne0, λ=1/2\lambda=1/2, pelo que z=0z=0. A restrição dá x=y=±2x=y=\pm\sqrt2 e o valor é 2.

A circunferência é compacta e a função contínua, logo o máximo absoluto é 4 em (0,0,±2)(0,0,\pm2) e o mínimo absoluto é 2 em (2,2,0)(\sqrt2,\sqrt2,0) e (−2,−2,0)(-\sqrt2,-\sqrt2,0). Por substituição, 2x2+z2=42x^2+z^2=4 e

f=4−x2,0≤x2≤2,f=4-x^2,\qquad 0\le x^2\le2,

confirmam os resultados. Dividir por zz imporia λ=1\lambda=1 e perderia os dois mínimos, nos quais z=0z=0.

Confere a tua resposta:

  • Verifiquei a independência dos gradientes das duas restrições.
  • Separei os casos de coordenadas nulas no sistema de Lagrange.
  • Classifiquei todos os extremos por comparação.
  • Conferi o resultado eliminando uma variável.
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Um máximo sem mínimo

Estuda os extremos absolutos de f=x2+2y−z2f=x^2+2y-z^2 sujeito a 2x−y=02x-y=0 e y+z=0y+z=0. A existência de um candidato garante que há máximo e mínimo?

Pista
Elimina yy e zz para reduzir o problema a toda a reta real.
Solução

As restrições dão (x,y,z)=(t,2t,−2t)(x,y,z)=(t,2t,-2t), com t∈Rt\in\mathbb R. A função fica

F(t)=−3t2+4t.F(t)=-3t^2+4t.

Como F′(t)=−6t+4F'(t)=-6t+4, o único candidato é t=2/3t=2/3. Completar o quadrado dá

F(t)=4/3−3(t−2/3)2≤4/3.F(t)=4/3-3(t-2/3)^2\le4/3.

Há máximo absoluto 4/34/3 em (2/3,4/3,−4/3)(2/3,4/3,-4/3). Quando ∣t∣→∞|t|\to\infty, F(t)→−∞F(t)\to-\infty, pelo que não há mínimo. O conjunto admissível não é compacto; encontrar um candidato não garante ambos os extremos. A hessiana da função no espaço inteiro não classifica diretamente o comportamento sobre a reta restrita.

Confere a tua resposta:

  • Parametrizei todo o conjunto admissível.
  • Encontrei e classifiquei o candidato na reta.
  • Justifiquei a ausência de mínimo pelo comportamento no infinito.
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